Jornal O Globo, Caderno Globo Barra,
CARTAS, quinta-feira, 13 de maio de 1999
Plano Lúcio Costa
. Com o título "Nova
ordem", foi publicado no GLOBO-Barra do dia 29 de abril, na coluna
J. A. Gueiros, que o subprefeito da Barra, Rodrigo Bethlem, está
solicitando à Câmara de Vereadores a aprovação de leis que "aliviem"
o que ele chama de "rigidez das restrições" que o Plano Lúcio Costa
impôs à área à direita da Avenida das Américas (sentido Recreio) e
que segundo ele é responsável pela falta de desenvolvimento
imobiliário no trecho. Moro na Barra há 18 anos e venho assistindo
ao crescimento acelerado e desestruturado do bairro. Espero duas
coisa: primeiro, que o subprefeito cumpra o seu papel, que é o de
cuidar das reais necessidades dos moradores, e não dos interesses
dos construtores. Por que trazer mais gente para um lugar que está
com os acessos estrangulados e não tem saneamento? Em segundo lugar,
que os vereadores não retalhem o plano daquele que a Câmara
homenageou, trocando o nome da Sernambetiba.
Sílvia Regina Corrêa Rocha
Barra da Tijuca
Jornal O Globo, Cartas dos Leitores,
domingo, 20 de junho de 1999
Já foi um paraíso
· Eu me lembro
claramente quando, no final da decada de 60, do alto do Joá vi uma
das imagens mais bonitas que guardo na lembrança: a vista Barra da
Tijuca. Meu tio, apontando, me disse: "Este é o futuro do Rio". E
eu, na inocência dos meus sete anos, pensei: "É aqui que eu quero
morar". Mas o que ninguém poderia imaginar era o rumo que ocupação
urbana iria tomar o crescimento desordenado, a ocupação predatória
dos grandes empreendimentos imobiliários a falta de infra-estrutura
urbana. Mas nem tudo está perdido e ainda há tempo para resgatar a
qualidade de vida que já existiu um dia. Para isto é preciso a
mobilização da comunidade e exigir uma ação urgente no tratamento e
escoamento do esgoto, além do constante monitoramento de ocupação e
manutenção do bairro.
LUIZ CARLOS DE AVELAR JR.
(14/06), Rio
Jornal O Globo, Cartas dos Leitores,
segunda-feira, 15 de novembro de 1999
Era uma vez
· Moro em Jacarepaguá e trabalho na
Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes há 26 anos. E hoje vejo,
ao olhar para trás, que o progresso trouxe vários benefícios para
esta região. Mas com ele veio também o descaso das autoridades.
Quando fui morar na região no começo dos anos 70, pescava e nadava
no canal (Ayrton Senna), que hoje é pior que o canal do Mangue. As
lagoas estão virando também grandes depósitos de esgoto in
natura; as vias de acesso à região foram projetadas cheias de
falhas, como sinais que engarrafam uma via expressa, saídas que
deveriam existir e não existem, isto sem falar da insegurança que
reina. Neste meio tempo, homens públicos brincam de política, sem
compromisso com aqueles que os elegeram. Até quando ficaremos
abandonados à própria sorte e sujeitos a infortúnios pessoais e
coletivos? Talvez até virarmos esgoto, como as lagoas e canais desta
Baixada Jacarepaguá, que um dia os índios chamavam de "lagoa rasa do
jacaré" (yaekarepaguá), que já foi linda e pura.
ALEXANDRE GAVAZZl
(8/11), Rio
Jornal O
Globo, Globo Barra, Coluna J.A. Gueiros, domingo, 6 de fevereiro de
2000
Cidades
desumanas
Esta semana, o arquiteto
Sergio Bernardes reuniu colegas e falou da esquizofrenia urbanística
que desfigura bairros mais novos como a Barra. Nas grandes cidades
européias, a evolução arquitetônica lenta e progressiva permitiu a
formação de bairros centrais com características estéticas
admiráveis. Nas nossas metrópoles, a evolução mal planejada
substituiu casas por arranha-céus da noite para o dia, sem passagem
intermediária, desfigurando o aspecto pitoresco e destruindo
alamedas arborizadas, praça e calçadas.
Jornal O Globo, Carta dos
Leitores, sábado, 3 de junho de 2000
Mau cheiro
·A edição de 1/6 traz
reportagem sobre o mau cheiro originado das lagoas da região de
Jacarepaguá e Barra da Tijuca, sentido pelos narizes emergentes e
endinheirados da Região. O mau cheiro pode ser sentido dentro dos
shoppings, tendo diminuído a freqüência no restaurante Turino, na
beira de uma dessas lagoas. O chef diz aos fregueses que não pode
lutar contra a Natureza, apenas preparar bons pratos e oferecer bons
serviços. Ele tem razão e devia juntar atos às palavras. Os
comerciantes da Barra e adjacências deveriam lutar a favor da
Natureza, participando do movimento de defesa das lagoas.
ELIANE FERREIRA
(por e-mail, 1/6), Rio
Jornal O Globo, Cartas dos Leitores, sexta-feira, 19 de
dezembro 2003 |
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Casa demolida
A prefeitura do Rio tem realizado, corretamente,
demolições de construções irregulares na Barra, como a
registrada no GLOBO de hoje (18/12), e também no Recreio.
Espera-se que aja da mesma forma com vias públicas e
calçadas que se encontram cercadas para uso exclusivo de
condomínios, como o Atlântico Sul — que impede o uso de
uma rua de acesso à Avenida Sernambetiba — e de casas de
luxo na Avenida Canal de Marapendi e adjacências. Já
ocorreram manifestações públicas para que as autoridades
do município tomassem providências, mas embora existam
promessas de solução, os privilégios permanecem em
detrimento do direito da coletividade.
ÉLCIO ROCHA
(por e-mail, 18/12), Rio
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Jornal O Globo, caderno Barra, 2 de
agosto de 1984
Invasões no Recreio
A Associação dos Moradores do Recreio dos
Bandeirantes -Amor - vem publicamente denunciar as invasões
sistemáticas de terra que estão ocorrendo no Recreio dos
Bandeirantes.
Em mais de 20 lugares diferentes dos
12km2 do bairro, terrenos particulares abandonados e terrenos de
propriedade do Município e do Estado estão sendo invadidos por
pessoas que constroem barracos e que quase sempre não os usam para
morar, mas os alugam e vendem, explorando dessa forma a miséria dos
outros.
Já há algum tempo temos recebido
denúncias de moradores - que temos encaminhado ao Município, através
da Administração Regional e do Conselho Comunitário - de que pessoas
inescrupulosas estão loteando praças públicas completamente
abandonadas e vendendo estes lotes a Cr$50 mil cada um a pessoas
desesperadas pela miséria.
Reconhecemos que o Administrador,
Saldanha Marinho, tem feito tudo que é possível e trabalhado
intensamente para tentar resolver este problema mas, infelizmente,
sua ação não tem tido resultados práticos, pois os barracos
continuam se alastrando de forma incontrolável.
Muitos dos moradores do Recreio já estão
desesperados e é cada vez mais difícil a Amor convencer os moradores
que não partam para ações individuais de violência, expulsando
as pessoas e destruindo os barracos. O clima. entretanto, começa
a ficar tenso e se as pessoas responsáveis não buscarem solução para
o problema, em breve toda a cidade estará lamentando a ocorrência de
episódios de violência que temos a todo custo de evitar. Primeiro,
porque não é solução e, segundo, porque fatalmente atingirão pessoas
inocentes(...). Hoje, não estamos responsabilizando ninguém pelas
ocorrência.
Partimos do princípio que nem o Estado
nem a Igreja conhecem a extensão do problema. Entretanto, se a
partir desta denúncia pública nenhuma providência for tomada e a
população contribuinte de impostos findar por perder a cabeça e
fazer o que não deve, todos nós seremos responsáveis, do Governo ao
pároco, do Administrador Regional ao último dos moradores.
A Amor convoca publicamente para uma
reunião de entendimento o Prefeito do Município, o Coordenador do
Setor das Administrações Regionais, o administrador Regional da
Barra da Tijuca, a Pastoral das Favelas, a Faferj e a Imprensa.
Cremos que, juntos, poderemos encontrar
uma solução que, respeitando a dignidade dos seres humanos
envolvidos, atenda também aos justos reclamos
dos moradores do bairro, que não desejam, no futuro, morar numa
imensa favela com problemas de saneamento insolúveis (...)
(Jaime Leal Cruz - presidente de
Associação de Moradores do Recreio dos Bandeirantes)
Retirada de
www.yakare.com.br/reclamações
Sou trabalhadora do setor privado, e
a quatro anos venho pagando meu apartamento no condomínio Barra Bali
Light, na Av. Benvindo de Novaes, ao lado do Recreio Veículos, no
Recreio dos Bandeirantes. Sendo que durante a obra cresceu
assustadoramente uma favela que se encontra atrás do condomínio, que
foi vendido e tenho documentos que comprovam isto, com vista para o
Mar e a Montanha, e no momento está com vista total para a favela,
que inclusive aproveita o muro do condomínio como uma das paredes
dos barracos de alvenaria. Apesar de inúmeros apelos nenhuma
providência foi tomada até o momento, sendo uma injustiça social o
fato de eu pagar R$1.500,00 por mês de prestação, mais
intermediárias, para de minha janela ter vista em menos de 3m, para
a favela colada ao meu muro, os quais moradores são posseiros e não
pagam quaisquer encargos ao governo. Morar na beira da praia nessas
condições em que eles estão, já deixou de ser necessidade para ser
mordomia. Até mesmo porque já constatei na prefeitura que esta
favela está no meio de uma rua, que já deveria estar pavimentada.
Pelo visto terá o mesmo fim da favela do Terreirão que só fez
desvalorizar a área próxima ao Pontal, incluindo as casas vizinhas.
Por que Senhor Prefeito, quem não paga impostos, luz, água e esgoto
tem o privilégio de morar no local com o segundo IPTU mais caro do
Rio de Janeiro? Peço providências imediatas, respeitando claro o
lado social da questão.
Rose
Jornal O Globo, Globo Barra,
quinta-feira, 13 de março de 1997
Favela-Bairro
. Com referência à reportagem "Favela
Bairro no centro das desavenças", publicada na página 18 do
GLOBO-Barra do dia 27 de fevereiro passado, queremos registrar que a
senhora Maria Lucia Massot comprou seu terreno e começou a construir
sua casa há mais de dez anos, época em que já existia a
Favela do Terreirão. É verdade que havia poucas casas na ocasião,
todas de madeira e bem longe de sua propriedade. Nos últimos cinco
anos, com o início da especulação imobiliária no Recreio, apesar de
a favela ter aumentado consideravelmente, continuava bem longe de
sua casa.
Até hoje as invasões continuam a
acontecer no local, embora a Prefeitura, através da Secretaria
municipal de Habitação, tivesse garantido, por sua vez, que tal fato
não ocorreria. A polêmica gerada não foi contra esta favela, mas sim
contra o conjunto habitacional, que foi construído irregularmente.
Eliana Azambuja (e outros)
Recreio
Jornal do Brasil, Cartas dos
Leitores, Rio de Janeiro, 26 de junho de 1997
A respeito da reportagem "Megafestas
enlouquecem Novo Leblon" publicada no caderno Cidade desse Jornal
nos dias 18 e 19 último, venho parabenizar a Sub-Prefeitura na
presteza ao terminar com as festas promovidas pelo Sr. Farid Ranni,
já que perturbam os moradores entre eles o Sr. Rodrigo Maia,
Secretário Municipal de Governo e o Sr. Eider Dantas, Vice-Prefeito.
Gostaríamos que esses senhores
morassem no Recreio dos Bandeirantes próximo às favelas conhecidas
como Canal das Taxas, aonde os moradores da favela realizam
megafestas, alugando barracas (R$ 20,00 - vinte reais), vendendo
bebidas e comidas, com música em altíssimo volume. As festas rolam
todas as sextas, sábados e domingos, começam às 18:00 horas e entram
pela madrugada a dentro com conjunto de música e aparelhagem de som
enlouquecendo os moradores sobretudo os que tem que acordar cedo
para trabalhar. Tudo isso autorizado pela Sub-Prefeitura da Barra,
segundo a 7a CIA. que alega nada poder fazer.
Não bastando a favela construída
pela Prefeitura em minha rua, aonde eu pago R$ 941,00 (novecentos e
quarenta e um reais) de IPTU, sob o codinome de Favela-Bairro com
birosca aberta, lanternagem no meio da rua, mães catando piolho dos
filhos na calçada, música aos berros e gritaria, numa área nobre
exclusivamente residencial a 500 m da praia, temos agora de agüentar
as festas da favela, autorizadas pela Sub-Prefeitura durante 3 dias
seguidos.
É mesmo uma afronta a nós
contribuintes principalmente porque é de se supor que a população de
favela seja constituída de carentes, mas ao que parece não é o caso
da Favela Canal das Taxas, cujos moradores podem se dar ao luxo de
não dormirem 3 dias seguidos, já que devem ter toda semana para
descansarem.
Sugiro ao Sr. Farid Ranni que
legalize sua casa como o Escola de dança e música, o que é permitido
já que baseado na lei no 28 de 16/04/96 o Sr. Conde,
quando secretário, autorizou
uma escola de natação
em
área exclusivamente residencial,
o que segundo a Secretaria de Urbanismo também é permitido através
do art. 44 da Lei Orgânica do Municipio.
Art. 44 - inciso XII : "Estimulo à
coexistência de usos e atividades de pequeno porte com o uso
residencial, evitando-se segregação dos espaços e deslocamentos
longos e desnecessários".
Atenciosamente,
Maria Lucia Leone Massot
(nota: essa carta foi enviada ao
Jornal do Brasil mas não foi publicada)
Jornal o Globo – Carta dos leitores, 26
de outubro de 1998
Favela
· Quero dar os parabéns à leitora Anna
Maria de Vasconcelos, que reclama do descaso da Prefeitura com o
contribuinte. Em 1996 acordamos os moradores de minha rua, com uma
placa dizendo que em frente às nossas casas seriam construídas 76
casas populares destinadas aos removidos de uma favela próxima
(Favela Bairro). Passados quase três anos, com os favelados já
morando nas casas (cerca de 500 moradores), a nossa rua se
transformou em favela: lixo por toda a parte, música aos berros,
algazarra, comércio ilegal, construções irregulares que proliferam,
e que impedem o nosso acesso à nossas próprias casas. A PM diz que
nada pode fazer, já que a questão é do âmbito do Código de Posturas,
de alçada municipal, e apesar das inúmeras reclamações protocoladas
tanto na Subprefeitura da Barra como na Secretaria de Habitação,
nenhuma providência é tomada. Como reclamamos somos chamados
elitistas nouveau riche. Mas nada disso impede que o nosso IPTU seja
superior a 1.000 reais, um dos mais caros da cidade, já que estamos
no Recreio dos Bandeirantes, a 500 m da praia.
Maria Lucia Massot
(por e-mail, 18/10/98) Rio
Jornal O Globo, cartas dos
leitores, Domingo, 22 de novembro de 1998
Recreio
O Recreio dos Bandeirantes é um bairro,
abençoado por Deus, dada à natureza que o envolve, o mar e as
montanhas. Talvez por vingança, as autoridades estaduais e
municipais desprezam o Recreio: não há captação de águas pluviais,
não há sistema de esgotos, o mato cresce nos terrenos vazios, que
são também "lixões", e suas ruas parecem resultado de recentes
ataques aéreos, tal o número de buracos em sua superfície de terra
ou lama. Em oito anos morando no Recreio jamais vi uma máquina
passando para nivelar as ruas. Uma idéia: por que não incluir o
Recreio no "Favela-Bairro"?
LUIZ CARLOS B. ACCIOLY
(I6/11), Rio
Jornal O Globo, Cartas dos
Leitores, 1o de dezembro de 1998
IPTU
· Equiparar os bairros de Recreio dos
Bandeirantes, Vargem Grande e Vargem Pequena, com Ipanema, Leblon e
outros é imoral. Se ao menos os impostos recolhidos dos moradores
fossem repassados aos referidos bairros, aí seria outra história. Já
correm anos que o IPTU do Recreio sofreu um aumento absurdo e nada
foi feito para seus moradores. Em Vargem Pequena foi construída uma
usina de reciclagem de lixo, além de no Recreio haver um grande
terreno onde é depositado o lixo. Qual a justificativa do prefeito
para o aumento da taxa de coleta de lixo para esses bairros? E qual
é a justificativa para o aumento do IPTU se no Recreio mais de 80%
das ruas não tem asfalto, o bairro não tem gás encanado, esgoto,
urbanização e segurança?
JOÃO LUIZ DE MAGALHÃES CASTRO
(29/10), Rio
Jornal O Globo, Globo Barra,
quinta-feira, 3 de dezembro de 1998
Abandono
· O Recreio dos Bandeirantes merece mais
atenção das autoridades. Chega de promessas não cumpridas. O bairro
está em expansão e precisa de uma melhor assistência. Não temos
segurança, esgoto e pavimentação nas ruas e avenidas. Sem falar na
iluminação pública, que é muito precária. No bairro, até o comércio
deixa a desejar. Faltam, por exemplo, padaria, armazém, farmácia e
cabeleireiro. O Recreio dos Bandeirantes foi abandonado por todos e
gostaria de pedir mais atenção à Prefeitura e associação comercial.
Serafim Alonso Garcia
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo, cartas dos
leitores, Segunda-feira, 7 de dezembro de 1998
IPTU
· Todo ano no Recreio dos Bandeirantes
têm sido praticados aumentos no IPTU acima de 10%. Eu sonho todo dia
com um Favela-Bairro na minha rua (Clóvis Salgado), que apesar dos
muitos prédios, moradores e construções, continua uma rua enlameada,
sem iluminação decente, sem captação de águas pluviais ou esgoto ou
águas servidas, com poças imensas em toda a sua extensão. Abaixo o
aumento abusivo e anual do IPTU, sem qualquer contrapartida da
Prefeitura.
SERGIO LINS
(por email, 23/11)Rio
Jornal O Globo, Carta dos Leitores,
Quinta-feira, 10 de dezembro de 1998
Nivelamento
· Sou morador da Rua Clóvis Salgado,
no Recreio dos Bandeirantes. Como várias outras do bairro, ela não
tem pavimentação, rede de águas pluviais e esgoto.
Solicito à Prefeitura que, em respeito aos moradores, mande
periodicamente nivelar a rua, pois os buracos, a constante lama e a
"piscina" em frente ao número 310 impedem a circulação de veículos e
mesmo de pedestres. No momento, este nivelamento é de extrema
urgência. Os moradores aguardam que a Prefeitura cumpra com a sua
obrigação.
Almir de Castro Campello
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo, Cartas dos
Leitores, Quinta-feira, 24 de dezembro de 1998
Rio Morto
. Até hoje não foi encontrada pela
Prefeitura uma solução para o Rio Morto, no Recreio dos
Bandeirantes. Como ele tem constantemente a sua saída para o mar
bloqueada, suas águas refluem, o rio transborda e invade a estrada
contígua, destruindo-a. Por outro lado, as águas do Rio Morto estão
cada vez mais poluídas, já que às suas margens foi construída uma
favela, o que significa que sua saída para o mar vai poluir a
Macumba, a Prainha e até o Grumari. A única solução é monitorar as
águas do rio, despoluindo-o e, então sim, abrir a saída para o mar.
E isso deve ser feito já, antes que além do Rio Morto tenhamos um
mar morto.
PAULO SERGIO VALLE
(por e-mail, 7/12), Rio
Jornal O Globo, cartas
Globo Barra, 24 de dezembro de 1998
Falta de luz
· A Rua Eunice Gondim, no Recreio
dos Bandeirantes, está sem iluminação há mais de um ano. Os
moradores da via estão instalando até lâmpadas viradas para a rua,
na porta de suas casas, a fim de minimizar o problema. O
GLOBO-Barra chegou a publicar uma matéria no ano passado com uma
lista de ruas que receberiam iluminação até dezembro de 1997. A
Eunice estava na relação mas, enquanto outras vias foram iluminadas,
nós continuamos no escuro. Não é uma rua muito grande, tem uns 600
metros, e quatro postes já resolveriam o problema.
Ronaldo Lemos
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo,
Cartas dos Leitores,
sexta-feira, 25 de dezembro de 1998
Favela
.Ao tomar conhecimento, através de
reportagem publicada no O Globo, em 12/12, de que a Prefeitura iria
cadastrar 20 ruas na favela do Terreirão, Recreio dos Bandeirantes,
e que passarão a ter legislação própria, fiquei perplexa. Ao que eu
saiba, estas 20 ruas pertencem ao bairro e foram invadidas pela
favela. Assim sendo, as ruas: 2w, 3w, 4w, 5w, 6w, 7w e 8w, bem como
algumas que ligam outras ruas do Recreio à praia, outras que são
avenidas e outras paralelas à favela, deixam de pertencer ao bairro
e passam a fazer parte da favela, favorecendo os invasores. A rua
Leon Eliachar, aonde a Prefeitura construiu casas populares para os
favelados, cujo IPTU é altíssimo, também está incluida entre as 20
ruas citadas? Belo exemplo a Prefeitura está dando, favorecendo
sempre os invasores e penalizando os contribuintes. Afinal, a quem
interessa tanto estes constantes desmandos na ex-Cidade
Maravilhosa?...
Liliane Guise da Fonseca Costa
Presidente do Conselho Comunitário do Recreio (COR)
Jornal O Globo, caderno Barra,
Quinta-feira, 7 de janeiro de 1999
Via precária
. Sou morador da Rua Clóvis Salgado, no
Recreio. Como várias ruas do bairro, a minha continua sem
pavimentacão e rede de águas pluviais e de esgoto. Diante dessa
situação, solicito à Prefeitura que, em respeito aos moradores,
determine que seja passada a máquina niveladora na rua
periodicamente. O grande número de buracos e a lama dificultam e,
por vezes, impedem a circulação de veículos e pedestres. No momento,
essa providência é de extrema urgência. Espero ser atendido o mais
rapidamente possível.
Almir Campello
Recreio dos Bandeirantes
Retirado de
http://www.yakare.com.br
APÓS TER ENTRADO EM CONTATO COM O
SR. CEZAR LIPPER DO COR, SRA. MARIA LUCIA RECLAMANTE DESTA PÁGINA,
SR. GUARANÁ, SÃO FERNADO PATRIMONIAL, ENTRE OUTROS, FICO PASMA
DIANTE DE TANTAS PROMESSAS E NENHUMA AÇÃO, POIS SOMENTE RECLAMAR NÃO
RESOLVE, INCLUSIVE PROPUS ABAIXO ASSINADO DOS MORADORES DO BAIRRO,
PARA UMA SIMPLES QUESTÃO... A FAVELIZAÇÃO QUE ESTÁ TOMANDO CONTA
DO RECREIO DOS BANDEIRANTES, PRINCIPAMENTE NA GLEBA C, AV. BENVINDO
DE NOVAES, RUA PROJETADA D, RUAS PRÓXIMAS A COMUNIDADE DO TEREIRÃO.
SE A PREFEITURA NÃO TOMAR NENHUMA ATITUDE, SE OS MORADORES NÃO
TOMAREM NENHUMA ATITUDE, COMO QUEM CALA CONSENTE, E SE PUNIÇÃO NÃO
HÁ LEI, É ÓBVIO QUE O MAIS FÁCIL É INVADIR TERRENOS DO QUE
COMPRÁ-LOS. CLARO QUE SOU SOCIALISTA, MAS SÓ NO RIO DE JANEIRO QUE
SOCIALISMO SIGNIFICA TOMAR POSSE DO TERRENO ALHEIO, SEM QUAISQUER
PUNIÇÃO OU APENAS SATISFAÇÃO NA BEIRA DA PRAIA, COM FARTA CONDUÇÃO,
SHOPPINGS DE LUXO, E TOTAL INFRA-ESTRUTURA, ENFIM UM VERDADEIRO
CONDOMÍNIO, TALVEZ CHAMADO ERRÔNEAMENTE DE FAVELA-BAIRRO. FAÇAM
ISTO, EU ACHO LINDO, MAS TIRE O SEU DINHEIRO DO BOLSO E NÃO O NOSSO
IPTU PARA ESSA MORDOMIA TODA A POSSEIROS. VERGONHA, SIMMMMM!!!!!
SOCIALISMO, ISSO NUNCA !!!! E O PIOR QUEM RECEBE ESSA MORDOMIA DO
ATUAL PREFEITO COM TODA CERTEZA VOTA NA OPOSIÇÃO A ELE, NO GRANDE
PARTIDO PRECURSOR DAS FAVELAS NO RIO DE JANEIRO. RESTA AOS
EMERGENTES, OU MELHOR, AOS TRABALHADORES DO SETOR PRIVADO QUE LUTAM
COM SACRIFÍCIO PARA ENTRE EDUCAR OS FILHOS E SE ALIMENTAR, COMPRAR
UM IMÓVEL NA BARRA E RECREIO ESCOLHER MELHOR, MESMO QUE COMO
ATUALMENTE ESTÃO SENTADOS, UM PREFEITO MAIS LÚCIDO.
Sandra Alves
De: Marcelo Lins
Para:
smo@pcrj.rj.gov.br
Data: Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 1999 11:31
Assunto: Terrenos baldios
Prezados Senhores,
Dirijo-me à Secretaria Municipal de
Obras por não saber a qual Órgão Municipal devo recorrer para que os
proprietários de terrenos baldios sejam notificados para que
mantenham seus terrenos murados, limpos e com calçadas, conforme
prevê lei deste município.
Como morador do Recreio dos Bandeirantes e pagador de impostos em
dia me sinto lesado quando não posso transitar pelas calçadas. Vejo
lixo e mato acumulados em terrenos particulares que servem como
verdadeiros vazadouros para todo e qualquer tipo de entulho que se
espalha pelas vias públicas entupindo bueiros e as galerias
pluviais. Com a cobrança de multas destes infratores e fazendo com
que a lei seja cumprida a prefeitura irá arrecadar muito mais além
de angariar a simpatia e o apoio dos moradores. Prestará um serviço
de melhoria na qualidade de vida, evitando que ratos e insetos
transmissores de doenças se propaguem pelo bairro e município.
Prontifico-me como voluntário para enviar uma relação com centenas
destes terrenos.
Caso esta não seja uma atribuição desta Secretaria, ficarei muito
grato se soubessem e me informassem a quem posso recorrer para ver
este problema resolvido.
Atenciosamente,
Marcelo Duarte Lins
Jornal O Globo, Globo Barra,
Quinta-feira, 25 de fevereiro de 1999
Rua Murilo Araújo repleta de buracos
· Os carros tem dificuldade para vencer
os buracos e muitos ficam avariados. Em dias de chuva, a lama toma
conta da rua dificultando ainda mais a locomoção dos pedestres. Esta
é a situação da Rua Murilo Araújo, no Recreio, de acordo com o
morador Domingos Azevedo. Para ele, a falta de calçamento não condiz
com o alto valor do IPTU pago por ele e pelos vizinhos.
A chefe de gabinete da sub-prefeitura,
Márcia Lins, informa que a rua está no cronograma de obras e
receberá relevagem (raspa de asfalto).
Jornal O globo, Globo Barra,
Quinta-feira, 25 de fevereiro de 1999
Asfalto
· Como morador da Rua Ator Sadi Cabral,
em dia com o pagamento do IPTU, venho pedir que asfaltem com
urgência a via e adjacência. A rua alagada sempre que chove e,
consequentemente, intransitável. Ultimamente, notamos que algumas
vias do bairro receberam uma camada de asfalto. A Sadi Cabral será a
próxima?
Outra reclamação é quanto à Avenida Gláucio Gil, que está se
tornando muito perigosa por causa do excesso de velocidade dos
motoristas que circulam na área. As medidas só serão tomadas depois
de uma tragédia?
João Luiz Mittidiero
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo, Cartas Globo Barra,
quinta-feira, 27 de maio de 1999
Desrespeito
. Como morador da Avenida Gilka
Machado gostaria de denunciar várias irregularidades. Barracos foram
construídos no final da via, sem qualquer saneamento. Há lixo a céu
aberto, construções comerciais irregulares e mais uma série de
absurdos, numa total falta de respeito aos moradores que pagam seus
altos impostos em dia. Isso sem falar na falta de segurança gerada
pela iluminação precária do lugar.
Antônio Ricardo da Costa
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo, Carta Globo Barra,
quinta-feira, 27 de maio de 1999
Perigo de vida
. O cruzamento das ruas Genaro de
Carvalho com a Senador Ruy Caneiro, no Recreio dos Bandeirantes, tem
sido alvo de graves acidentes, devido à deficiência da sinalização.
Os motoristas precisam de placas, em local de fácil visibilidade,
definindo de quem é a preferência. Até agora, os danos têm sido
materiais, mas este é o perigoso caminho para que vidas humanas se
percam. Os órgãos públicos precisam agir rapidamente.
Conceição Alves
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo, Globo Barra,
quinta-feira, 3 de junho de 1999
Aterro irregular preocupa moradores
. Moradores do Recreio denunciam que
pessoas desconhecidas no bairro estão aterrando irregularmente um
terreno, próximo ao número 900 da Avenida Gilka Machado, para a
construção de casas. Há 20 dias foram feitos contatos com a
Subprefeitura da Barra e com a Comlurb, mas nenhuma providência foi
tomada até o momento.
- O aterro continua e não temos
meios de impedir esta ação, que consideramos ilegal. Tememos por
nossa segurança - diz um morador do Recreio, que prefere não se
identificar.
A Subprefeitura da Barra informa
que entrará em contato com a Secretaria municipal de Meio Ambiente,
que deverá ir ao local nos próximos dez dias. Caso seja um terreno
particular o proprietário será contatado para tomar as providências
necessárias.
Jornal O Globo, Globo Barra,
quinta-feira, 1 de julho de 1999
Buracos e lama tomam rua do Recreio
Os moradores da Rua Raul da Cunha
Ribeiro, no Recreio. dos Bandeirantes, estão reclamando da situação
caótica em que se encontra a via. Buracos e muita lama fazem parte
da paisagem do lugar. Quem mora na rua sofre com a falta de
pavimentação. Nos dias de chuva, a situação fica ainda pior e até os
carros têm dificuldade para vencer a lama. Segundo os moradores, o
valor do IPTU está além da realidade e dos serviços prestados pelo
Governo municipal.
A Subprefeitura da Barra e
Adjacências informa que várias ruas do bairro sofrem com o mesmo
problema. O órgão adianta que está tentando mudar este quadro por
meio do uso de máquinas que nivelam o piso das ruas sem calçamento.
Já a pavimentação vai demorar um pouco mais devido ao cronograma
apertado.
Jornal O Globo, Cartas dos leitores,
quarta-feira, 24 de julho de 1999
Nova favela
· Com uma velocidade espantosa e uma
estratégia de invejar a qualquer exército, vem se estabelecendo na
Avenida das Américas, na altura do Km 12, mais uma favela no Recreio
dos Bandeirantes. Tudo começou com um borracheiro, que se implantou
no local com a finalidade de reparar as dezenas de pneus furados
pelos buracos que havia naquela avenida mal conservada. Hoje já
encontramos barracos de alvenaria à sua volta. É inadmissível a
vista grossa que os governantes fazem diante de uma situação dessas.
Será que vamos ver nossos impostos se transformarem em orçamento de
mais um Favela Bairro?
RICARDO SOUZA (por e-mail,
13/07), Rio
Jornal O Globo, Globo Barra,
quinta-feira, 15 de julho de 1999
BURACOS
. Queria saber quando vão prestar
mais atenção ao Recreio dos Bandeirantes. As ruas do bairro, que vem
crescendo muito a cada dia, ainda são, em sua maioria, esburacadas.
Quando vão asfaltar as vias? Acabei de me mudar para a região e é
com muita tristeza que posso constatar o descaso das autoridades com
relação ao Recreio. Só as vias principais têm um tratamento
especial.
Silvia Santos (Recreio dos
Bandeirantes)
Jornal O Globo, Globo Barra,
quinta-feira, 22 de julho de 1999
Nova Fave1a
· Li que uma nova favela está
nascendo no km 12 da Avenida das Américas sem que as autoridades
tomem providências. Isso é coisa corriqueira, que não assusta mais a
ninguém. Todos ficam com pena dos favelados, mas nessas comunidades
têm pessoas que são "proprietárias"' individuais de dezenas de
imóveis alugados a R$ 200, R$ 300 cada um.
Paulo Roberto Santos (Barra da
Tijuca)
CARTA DOS LEITORES - JORNAL
RECREIO DA BARRA - Agôsto/99
Rio, 13 de julho de 1999
Bola preta para esse jornal que dá espaço
para a Maria Lucia Massot. Não sei se vocês conhecem essa senhora.
Mas ela não é a vítima que está se fazendo passar. Ela comprou um
terreno por 1/3 do valor dos terrenos do bairro, porque ele ficava
próximo da favela que já existia há muitos anos. Construiu uma casa
esperando que a favela fosse retirada, como acontece com outras
favelas que foram transferidas para outros locais. Assim ela
conseguiria um bom lucro com a venda de sua casa. Venda essa que ela
tentou várias vezes antes mesmo do projeto favela bairro construir
casas na frente da dela. Por anos ela tentou vender a casa e não
conseguiu tendo brigado com todas as corretoras. Brigas aliás que é
a única coisa que ela faz na vida.
Ela já brigou com todos os vizinhos não
favelados, escola próxima de sua casa (ver ocorrência na 16a),
a construtora que fez a casa dela, os comerciantes do bairro,
bancos, tem gente que sai das lojas quando ela entra. Coitados dos
moradores desse condomínio onde ela foi morar. Logo estarão dando
entrada na Delegacia, local onde ela é bem conhecida e tem várias
queixas contra ela de roubo, invasão, etc. Talvez por isso ela não
tenha sido tratada bem lá, os policiais tem mais o que fazer e não
aguentam essa senhora todo o dia criando caso, por total falta do
que fazer.
Sabem porque ela foi para um condomínio e
não para a outra casa que ela tem na ilha por traz do Condado de
Cascais na Barra porque ela já brigou também, jogaram ácido no carro
dela no estacionamento.
Ela se refere as pessoas da favela como
desocupados. A verdade é outra, desocupada é ela que nunca trabalhou
e vive de pensão deixada pelo pai, porque nunca se casou. Ou seja
vive às custas do imposto que pagamos. E os favelados que tem a
maior renda entre todas as favelas é graças ao esforço do seu
trabalho. Tem ótimos profissionais na favela. Moro no Recreio há 20
anos e posso afirmar que todo serviço de bombeiro, pedreiro,
caseiro, doméstica etc da minha e da casa de pessoas do meu
conhecimento aqui no Recreio são prestados pelos moradores do
Terreirão. E o comércio da favela funciona aos domingos e feriados o
que é ótimo.
Aliás o jornal também aufere bom lucro
com esse comércio pois: Bazani Materiais de Construção - Zacas Bike
- Chico's Coiffere - Oficina do Amaro - Eletrônica Pontal - Estrela
Brilhante do Norte - Águas do Recreio - Lava jato Bazani - Red Hair
- Pontal Barra Móveis - Grupo Best anunciam com vocês.
Não tenho nada com isso, nem tenho nenhum
problema com essa senhora mas conheço muitas pessoas que já foram
vítimas dessa senhora sem educação que tem raiva da humanidade.
Aliás o título de elitista também não cai bem nela pois se assim
fosse não seria amante de um rapaz pobre da favela de nome Silvio
que ela diz que cria.
Por favor não publiquem mais os e-mails
da Maria Lucia, ninguém está interessado em tanta baixaria, ela
devia ir para o programa do Ratinho.
Vamos ocupar os espaços tão importantes
do jornal para assuntos realmente relevantes. Vamos dar valor a quem
realmente mereça. Veterinários que percorrem as ruas tratando dos
animais abandonados, moradores que arranjam abrigo para os mesmos.
Tem uma senhora pobre numa obra parada na Gilka Machado que trata de
16 cachorros, nessa mesma rua na margem do canal os moradores da Rua
da Chegada tratam e alimentam os cães e gatos que são abandonados
nas proximidades. Tem uma senhora na Av. Genaro de Carvalho que faz
um trabalho maravilhoso com animais abandonados, vacina, arranja
abrigo. Mesmo quem não gosta de animais tem que aplaudir porque este
é um problema sério até de zoonose.
Já viram quantos mendigos dormem na
marquise de um prédio comercial na Av. Senador Rui Carneiro, esquina
com Manoel Boucher.
O bairro está crescendo de maneira
desordenada e os problemas são cada dia pior. Os ratos tomam conta
das ruas junto com o lixo que é jogado pelos moradores, que atiram
no mato todo objeto velho ou quebrado que tem em casa. O que não
falta é campanha para um jornal fazer.
Aproveite o dinheiro que o COR está
arrecadando para perseguir quem está trabalhando e dando emprego
(Alvará é com a prefeitura, deixa o comerciante em paz ele já está
atolado em taxas e impostos) e usa para processar a Maria Lucia por
não ter a mínima condição de viver em sociedade e se a área de
atuação for a Barra, podem processá-la por construção irregular em
área de mangue (preservação ambiental) na ilha lá na Barra.
Temos que pagar muito imposto para
sustentar as Maria Lucia da vida.
Nota do Jornal: Recebemos em julho último
uma carta endereçada à redação do Jornal comunitário Recreio da
Barra, vindo segundo seu autor, da Associação dos Moradores do
Recreio e com várias assinaturas, onde todos se sentem indignados
com o jornal como com a moradora do Recreio Maria Lucia Massot que
segundo ela vem travando uma batalha de vida ou morte com os
moradores da favela implacada pela Prefeitura do Rio em frente ao
seu portão. Nós do Recreio da Barra seguindo em nossa filosofia
editorial de total independência transcrevemos na íntegra a referida
carta. Onde damos total liberdade para os moradores do Recreio,
maiores interessados, possam com imparcialidade julgar aonde se
encontra a razão.
Jornal Recreio da Barra, Setembro/99
Rio de Janeiro, 21 de agosto de 1999
Prezados Senhores,
Esse jornal publicou uma carta de um
leitor que ao que parece não tem nome. Estranhamente essa pessoa
sabe de vários fatos, mas os narra de forma deturpada.
É estranho que pessoas em nome da
Associação dos Moradores do Recreio tenham se sentido tão ofendidas
pelos questionamentos do favela bairro expostos na homepage
http://www.geocities.com/Athens/Crete/6913 -
favela bairro a falência de uma política habitacional, aonde em
momento algum ofendi quem quer que seja, sobretudo a tal associação.
Essa mesma pessoa que diz morar no
Recreio há 20 anos não mostra conhecer o bairro.
Em 1984 quando adquiri o lote (maio/84),
me foram oferecidos outros lotes, inclusive na beira da praia, da
Gleba Finch, por muito menos do que paguei no atual Barra Bonita.
Ninguém queria morar no Recreio e o bairro não possuía qualquer
comércio, com exceção do Rua's Bar, o Mercadinho e a farmácia Gaijin
esses a cerca de 200 ms de minha casa. Na época Vargem Grande e
Vargem Pequena também eram lugares baratos já que desconhecidos.
Procurei a Cia. Litorânea, proprietária
dos lotes entre a favela e os nossos, e me foi afirmado pelo Sr.
Sadock, irmão do Sr. Drault Ernanny, proprietário, que a favela não
se estenderia por esses lotes. Soube mais tarde que havia um acordo
de cavalheiros entre a Cia. e os moradores da favela.
Procurei a Secretaria de Urbanismo, e
através da arquiteta Dra. Maria Gomes fui informada dos gravames.
O Recreio não possuía também qualquer
condomínio, ou infra-estrutura, a não ser o loteamento Barra Bonita,
que fora projetado com água, luz, iluminação à mercúrio, estação de
tratamento de esgoto, ruas asfaltadas, nem outro local com gravames,
e quadras exclusivamente unifamiliares.
A proximidade de uma pequena favela, o
Terreirão, a única que então existia, não causava incômodo ou
desvalorização, tanto que me foi oferecido um lote na atual rua José
Carlos de Oliveira, atrás da rua Leon Eliachar, aonde eu moro, pelo
mesmo preço e preferi esse, por ser sobretudo de esquina (para uma
rua de pedestre), o último da rua. Os lotes da rua José Carlos de
Oliveira estão sendo vendidos por R$ 100.000,00 e aqui por menos de
R$40.000,00 após a construção das casas populares.
O Condomínio Mar a Mar foi logo após
lançado vendendo lotes financiados em 20 anos, por quase o mesmo
valor que adquiri meu lote à vista.
Sempre entrei na favela, conhecia e
tratava a todos muito bem, e não tinha problemas com os antigos
moradores, minha rua era sossegada, e eles mesmo diziam que não me
preocupasse que nada aconteceria à mim e à minha casa.
Fui a várias festas dentro da favela,
convidei vários moradores da favela para festas na minha casa,
sempre ajudava no que podia, meu telefone era usado por vários
moradores, pois na época a população era carente e os telefones
muito caros. D. Maria, mulher do ex-presidente Sr. Bené me solicitou
que lhe conseguisse informações de pessoas internadas no Hospital da
Curicica, já que não havia telefones na favela. Entreguei diversas
vezes às freiras da Igreja Católica remédios que conseguia para
serem dados aos moradores.
Ofereci-me logo que me mudei a dar aula
de graça para adultos e crianças, já que além de arquitetura,
estudei Belas Artes, e tive vários prêmios em tapeçaria e falo
inglês e francês. Pedi ao então presidente da favela, Sr. Bené, que
contatasse a Fundação Educar, cuja Diretora era minha conhecida e se
propôs a iniciar cursos de alfabetização inclusive de adultos. Não
mostraram qualquer interesse.
Rodei as ruas do Recreio pedindo que cada
morador doasse 3 presentes para as crianças da favela no Natal 1987
e entreguei 3 sacos de brinquedos e roupas ao então presidente Sr.
Bené.
Consegui, após um mês de briga, que a
Comlurb comparecesse à favela, colocasse caçambas, pois não
recolhiam o lixo lá dentro, e apresentei o Sr. Nelson, então
presidente, às associações de bairro (a AMOR apesar de convidada não
quis comparecer) que se reuniam no Condomínio Barra Sul, e trouxemos
o ônibus 702 para trafegar junto à favela.
Na época a favela não era sequer levada
em conta por qualquer político e muito menos pela Prefeitura, nem os
moradores de classe média tinham interesse nela.
Consegui trazer o vereador Sergio Cabral
(pai) e fizemos um almoço para ele na casa de moradores do Barra
Bonita, aonde expusemos nossos problemas, e a mãe da atriz Gloria
Pires, D. Elza, já falecida, fez o mesmo com outro vereador seu
conhecido.
Lutei várias vezes para que a Secretaria
de Obras (divisão de conservação) recapeasse a Av. Guiomar Novaes e
Frederico Quartarogli, destruídas por um único ônibus que então
trafegava.
Plantei árvores e refiz as tampas dos
bueiros (roubadas) na rua Leon Eliachar, entre outras coisas.
Consegui através do então Presidente da
Câmara dos Vereadores, Dr. Samir Jorge, que fosse feita um lei
colocando o nome de meu pai Dr. Eurico de Alencastro Massot, na
praça situada na esquina da Rua José Carlos de Oliveira com a Av.
Guiomar Novaes, pois pretendia urbanizá-la.
Várias vezes consegui que a então Rio-Luz
trocasse lâmpadas queimadas no Loteamento Barra Bonita, então
abandonado pelos órgãos públicos.
Em 1988 compareci à AMOR pedindo ajuda
nas invasões do Morro do Rangel, já que assistia de minha casa as
queimadas do morro. O então presidente nenhuma providência tomou.
Foram publicadas 2 reportagens a meu pedido, tanto no Jornal do
Brasil (caderno Cidade) como no Jornal da Barra, mostrando o que se
passava.
Várias vezes quis desistir (como vários
moradores fizeram) do Recreio, e pensei em vender minha casa, mas
sempre continuei aqui.
A partir de 1991, as proprietárias da
casa à Rua José Carlos de Oliveira, atrás da rua aonde resido, que a
adquiriram em 1988, até então minhas amigas, que haviam adquirido a
casa de uma outra proprietária, D. Maria, que muito me ajudou quando
da construção da minha casa, resolveram abrir uma escola, e como a
prefeitura negou a licença de transformação de uso do solo se
legalizaram com uma licença falsificada, o que ocasionou uma ação do
Ministério Público a meu pedido e de outros moradores, e um
inquérito criminal na Central de Inquérito, estranhamente parados e
arquivados. Passaram a infernizar a minha vida, pois o marido da
coordenadora Sr. Márcio, era detetive da polícia civil. Tentaram
intimidar-me com uma queixa na 16a DP, queixa essa retirada pela
proprietária da escola Sra. Márcia, embora eu desejasse que se
continuasse a apuração dos fatos. Estranhamente todos os novos
proprietários que adquiriram lotes e casas nessa rua tem as piores
informações sobre mim, sempre me trataram mal, apesar de não me
conhecerem, e a tal escola hoje em dia faliu. A proprietária aluga
atualmente quartos (as antigas salas de aula) tendo transformado a
casa em Casa de Cômodos, e certamente não deve declarar o que
arrecada ao Imposto de Renda.
Um novo morador chegou ao Recreio em 1992
e iniciou as construções ilegais fora da favela, invadindo áreas
públicas e particular da Cia. Litorânea Ltda., a favor da qual
testemunhei em juízo, no processo que moveu contra o Sr. Carmindo da
Conceição Santos pela reintegração de posse, o qual ganhou. Foi o
suficiente para passar a ser difamada e perseguida por esse senhor e
sua família.
O Silvio, um rapaz de 27 anos, nascido e
criado no Recreio, preto e pobre, com é dito, mora na minha casa
desde 1995, paguei seus estudos de 2o grau, e não é da favela. Sua
mãe, que tem vergonha na cara, jamais invadiu qualquer favela,
trabalhou como caseira na mesma casa durante 35 anos, adquiriu um
lote em Vargem Pequena, na sub-zona A-27, a prestação, num
condomínio, e quer fazer sua casa. A Prefeitura cria todos os tipos
de problema. O primo dele Tidinho, criado dentro do Terreirão, meu
conhecido, foi brutalmente assassinado dentro da favela, e desde o
início do Favela Bairro, dez/95, oito pessoas já foram assassinadas,
o que raramente ocorria no Recreio, dentro da favela Canal das
Taxas. Inclusive o Daniel da Costa Santos, morador criado no
Terreirão, que freqüentava a minha casa aonde morou durante um ano e
me ajudou a fazer a obra, desde 1988, foi assassinado há 2 anos, mas
a 16a nada apurou, como sempre.
Não me parece que aos 55 anos tenha que
dar satisfações sobre minha vida pessoal e sexual, mas além de
jamais dizer que o Silvio foi criado por mim, não devo explicações a
quem quer seja sobre ele. Acho engraçado que agora arranjei um
amante. Durante anos moradores da favela, e moradores como esses
dessa carta espalharam pelo Recreio ser eu "Sapatão" e que transava
sexualmente com meus cachorros. Ao que parece agora mudei de lado.
Não estou atualmente em nenhum
condomínio, mas num apartamento, aonde posso entrar e sair sem ser
ofendida como agora nesse jornal, por moradores que não se
identificam.
Juntei dinheiro a partir de 1996, pois a
única solução ao que parece é a minha saída do local, tal como
fizeram todos os proprietárias da rua aonde resido, e adquiri um
lote de 200 m2, uma cessão de uso da União, financiado em 10 vezes,
com escritura, sem qualquer problema legal que impeça construções.
Peço que a fiscalização compareça ao local, pois já solicitei
inúmeras vezes, tendo até pago o barco para mostrar ao fiscal da
Secretaria de Meio Ambiente, Dr. Paulo, que nada encontrou de
irregular, pelo contrário, estou plantando e recuperando manguezais
como me foi ensinado pelo biólogo Mario Moscatelli. Solicitei também
o comparecimento dos arquitetos da Secretaria de Urbanismo, que
também não compareceram. Infelizmente ainda não tive dinheiro para
terminar a casa, que fui obrigada a fazer depois de ser expulsa pelo
Favela Bairro. Coincidentemente, a antiga sócia da escola que se
legalizou com documentos falsificados, na Rua José Carlos de
Oliveira, professora Sonia, mora a poucos metros do local.
A ignorância e má-fé das pessoas confunde
área de mangue (preservação ambiental) com as áreas de ilhas e áreas
non aedificandi.
Como essa pessoa sabe, meu carro que
tirei num consórcio após pagar 4 anos, com um mês de uso teve sua
pintura destruída na Barra por algum ácido. Já que parece saber quem
foi o autor, por favor identifique-o, a fim de que a Seguradora
possa ser ressarcida.
A pensão a que se refere não é paga com o
dinheiro dos contribuintes. É paga com a contribuição dos
funcionários públicos. Todos funcionários públicos contribuem
mensalmente durante todos os anos ativos (durante muito tempo também
como inativos), assim como as pensionistas, para sua aposentadoria e
pensão para viúva e filhas solteiras sem emprego público. É um
seguro como qualquer outro. Meu pai que começou a trabalhar com 20
anos, se aposentou pela compulsória com 70 anos, tendo portando
contribuído regiamente para os cofres públicos.
Minha mãe, filha de emigrantes italianos,
(meu avô, Paulo Antonio Leone possuia uma fazenda em Nova Iguaçu
adquirida no século passado) morreu aos 82 com uma aposentadoria de
nível superior (enfermeira), de cerca de R$400,00, com as pernas
tomadas de varizes, de tanto que trabalhou, sonhando em ter uma
casa, o que nunca conseguiu.
Aos 40 anos vi-me desempregada, vendendo
tapeçarias na feira em frente ao Othon Palace Hotel e no SOL, e após
o falecimento de meu pai tive direito a dividir a pensão com minha
mãe. Eu mesma contribui anos para a Previdência e abri mão de
qualquer benefício.
Nem assim deixei de trabalhar, além das
14 horas por dia bordando tapeçarias que levam até 4 meses para
serem feitas, ainda fiz alguns trabalhos no Recreio, e vendendo
produtos de beleza de porta em porta no bairro.
Que bom que os favelados possuem capital
suficiente para abrirem lojas sem alvará em área pública e tenham
apoio dessas desconhecidas pessoas. A favela do Terreirão mudou
muito em 10 anos e ao que parece a população carente possui dinheiro
suficiente para expandir seus negócios em áreas públicas.
Talvez eu devesse ter feito o mesmo.
Invadir ruas, canais, abrir lojas ilegais, me dizer carente, e não
pagar qualquer imposto.
Os antigos comerciantes que já fecharam
as portas (Cimentex, Comacil, Solimar, Gaijim, etc), pressionados
pelos inúmeros planos econômicos e altos impostos, sempre me deram
crédito nas minhas compras com cheques pré-datados. Mesmos alguns
comerciantes da favela na lista mencionada na carta a esse jornal (Chicos'
coiffeur, cabelereiro junto à oficina do Amaro, o Amaro e seu filho
Sandro, etc) já tiveram seus serviços por mim usados, e não me
parece que questionaram em qualquer pagamento a origem do dinheiro.
Desafio a incógnita pessoa que redigiu a carta a esse jornal a
declarar publicamente quando e onde eu os destratei ou briguei com
qualquer um deles.
Essas pessoas que se voltam de forma tão
furiosa contra mim, tentando me desmoralizar publicamente,
certamente não lutaram jamais por coisa nenhuma no bairro, ou talvez
a homepage que coloquei na Internet tenha atingido muitos interesses
que não são ditos na carta. Certamente essas pessoas incógnitas
devem ter interesses dentro da Favela Canal das Taxas, caso
contrário não perderiam tempo em mandar uma carta sujeitando-se a
serem processadas por calúnia e difamação.
Convido ainda os moradores do Recreio a
comparecerem comigo à 16a aonde todas as queixas contra pessoas que
constam da homepage, invasores e falsificadores de documentos de
lotes no Loteamento Barra Bonita, são, estranhamente,
sistematicamente arquivadas, não só minhas mas de outros moradores.
Parece que esse morador incógnito tem livre acesso à Polícia Civil.
Deveria portanto publicá-las nesse jornal.
Peço que publique meu curriculum vitae,
já que foi afirmado que jamais trabalhei e que vivo às custas dos
cofres públicos.
E solicito a esse jornal que publique os
nomes do autor e dos assinantes da carta afim de que possa tomar as
providências judiciais cabíveis contra eles. Talvez entre eles se
encontre os mesmos que gravaram na minha secretária eletrônica
ameaças e xingamentos ou que tentaram me agredir com pedras e
ofensas, como foi filmado, cujas cópias estão atualmente incluídas
nos autos da ação que movo contra o Município.
A forma imoral e anti-democrática da
postura do missivista (que afirma na carta não ter jamais tido
qualquer problemas comigo) mostra como é dura e difícil a luta pela
discussão dos problemas e do exercício dos direitos dos cidadãos da
cidade.
Maria Lucia Massot
arquiteta
Jornal Recreio da Barra, setembro/99
AMOR - ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO RECREIO
DOS BANDEIRANTES
Ilmo. Sr. Redator da seção Carta dos
Leitor.
A Associação de Moradores do Recreio
(AMOR) na pessoa de seu presidente Dr. Cleomar Paredes vem
esclarecer a nota publicada em seu jornal na edição de n. 235 de
Agosto de 1999, pg 25 onde uma pessoa que se dia morador do Recreio
dos Bandeirantes faz uma reclamação de uma moradora Sra. Maria Lucia
Massot, assim sendo, esclarecemos que:
1) A carta que os senhores receberam sem
qualquer identificação do autor, não foi enviada a esta redação pela
AMOR;
2) Que o linguajar aplicado na carta não
faz parte da linha de conduta da AMOR, isto é, usar um órgão de
imprensa para injuriar, difamar ou prejudicar qualquer morador, pois
a existência de nossa associação é defender os interesses de
qualquer morador não importando onde ele more.
3) Que as pessoas que assinaram o
documento não podem ser identificadas como moradores, pois como
manda a lei, deve constar de nome legível, assinatura, endereço e
telefone das pessoas que assinam o referido documento.
4) Que o pretenso morador utilizou o nome
da Associação de Moradores SEM SUA AUTORIZAÇÃO, talvez para dar
maior credibilidade à sua carta.
5) Não cabe a AMOR julgar quem está certo
ou errado, mas se coloca à disposição da comunidade para discutir
quaisquer problemas que possa trazer tranqüilidade e assim melhorar
o bom relacionamento entre os moradores do Recreio dos Bandeirantes.
Atenciosamente,
Cleomar Albaneze de Oliveira Paredes
Presidente da AMOR
Jornal O Globo, Globo Barra,
quinta-feira, 7 de outubro de 1999
Praça
· A praça Mozart Firmeza, no Recreio
dos Bandeirantes, está completamente abandonada pelos órgãos
responsáveis. A situação é lamentável. Existe muito lixo no local e
o mato cresce cada vez mais, sem que ninguém tome providências. Os
brinquedos foram restaurados há dois meses pela Fundação Parques e
Jardins, mas como as crianças podem brincar num local tão sujo? A
alternativa que me resta é pedir ajuda para que alguma atitude seja
tomada.
Ana Maria do Nascimento
Recreio dos Bandeirantes
Buracos
· A Prefeitura está fazendo obras de
saneamento básico no Recreio há dois meses, mas deixou muita coisa
malfeita pelo bairro. Nas ruas Antônio Batista Bittencourt, Maurício
da Costa Faria, Odilon Martins de Andrade, Arthur Possolo e Antônio
Maroun, vários buracos foram abertos, a obra já terminou, e não
foram fechados. Os moradores já pediram providências à Prefeitura,
que prometeu solucionar o problema em poucos dias, mas nada fez.
Lúcia Moreira
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo, Globo Barra,
terça-feira, 9 de setembro de 1999
Ruas do Recreio receberão saibro
. Moradores do Recreio dos
Bandeirantes reclamam que, depois da instalação de uma rede de
esgotos, diversas ruas ficaram em péssimo estado de conservação e,
sempre que chove, viram atoleiros. É o caso das ruas Antônio Batista
Bittencourt, Mauricio da Costa Faria, Odilon Duarte Braga, Odilon
Martins de Andrade, Arthur Posolo.
De acordo com o gerente de
análise e fiscalização da Prefeitura, Luis Felipe Azevedo, o terreno
cedeu após a instalação da rede de esgotos nas ruas sem
pavimentação. Segundo ele, nos próximos dias, as ruas receberão uma
camada de saibro, que será nivelado com a ajuda de compressores.
Jornal O Globo, Globo Barra,
quinta-feira, 16 de setembro de 1999
Poeira por todos os lados
. A Rua Benvindo de Novaes, no
Recreio, é um exemplo dos problemas que a falta de pavimentação traz
ao bairro. Os moradores reclamam que a poeira invade as casas e
provoca o aparecimento de doenças respiratórias A pouca chuva que
caiu nos últimos meses agravou a situação. Para evitar mais
problemas, eles pedem que as ruas do bairro sejam asfaltadas logo.
A assessoria de imprensa da
Secretaria municipal de Obras vai encaminhar a queixa para a
Coordenadoria Geral de Obras, órgão responsável pela pavimentação de
ruas, e para a Coordenadoria de Conservação, que promete remediar
o problema a curto prazo. Enquanto isso pede que os moradores
entrem em contato com a Subprefeitura da Barra e formalizem o pedido
de obras.
Nota: a carta abaixo enviada ao jornal O
Globo não foi publicada.
Jornal O Globo, Cartas de Leitores
Data: Terça-feira, 26 de Outubro de 1999
À Sra. Amelia Gonzales
Editoria Rio
Jornal O globo
A respeito da matéria "Quatro mil imóveis
fora da lei", na qual aparece uma foto da moradora Vera Lucia Gomes
e a afirmação do Sr. Secretário Sergio Magalhães de que a obra do
Canal das Taxas é importante não só para a comunidade da favela
Canal das Taxas assim como de todo o Recreio dos Bandeirantes, e que
"é um absurdo que uma construção irregular em cima de um canal pare
uma obra tão importante" gostaríamos de esclarecer:
1. A obra edificada pela moradora Vera
Lucia Pinto Gomes não é irregular, já que paga IPTU e foi
reconhecida na Justiça como de sua propriedade há 18 anos;
2. A sra. Vera Lucia não possui qualquer
obra em área pública, como foi reconhecido no processo judicial
movido por essa senhora contra o Município do Rio de Janeiro. A
Prefeitura modificou o rumo do canal, o que foi confirmado na
perícia técnica judicial, e quer obrigar, apelando para todas as
formas de constrangimento, que ela se retire do local, sem se
preocupar com a Justiça. Utilizou-se desse jornal para isso.
3. A moradora não se recusa a sair; a
Prefeitura, o que é do conhecimento do Sr. Sergio Magalhães,
Secretário de Habitação do governo Cesar Maia e Conde, e do
Prefeito, é que se recusa a pagar a indenização de cerca de R$
75.000,00 aceita inclusive pelo Ministério Público na ação de
manutenção de posse movida pela Sra. Vera Lucia e confirmada na
sentença judicial (ação judicial n. 97.001.071107-4)
4. A Prefeitura entrou com Agravo de
Instrumento, Recursos e Apelação contra a Sra. Vera Lucia Pinto
Gomes. Perdeu todos.
5. As obras do Favela Bairro Canal das
Taxas são de tal forma irregulares que o próprio BID após denúncia
de associações de bairro e minha se recusou a financiá-las. Estão
sendo feitas com verba pública, sem qualquer controle ou
fiscalização. Da forma como estão sendo executadas não são
importantes para o Recreio dos Bandeirantes, são importantes para as
administrações Cesar Maia e Conde arrecadarem votos.
6. Finalmente a matéria acima deveria
incluir as casas populares construídas fora da lei em dez/95 com
dinheiro público em terreno particular pertencente à Cia Recreio
Imobiliária S.A., num esbulho e acordo verbal praticado pelo Poder
Público, liderado pelo Sr. Cesar Maia, Sr. Sergio Magalhães, seu
secretário de habitação, e pelo Sr. Luiz Paulo Conde, então
secretário de urbanismo, que ferem o decreto lei n. 42, que não foi
declarado Área de Interesse Social, sem indenização prévia e justa,
conforme o art. 182 da Constituição Federal e cujas casas,
construídas sem licença e que invadem as calçadas, afastamentos
frontal e laterais, aumentam a taxa de ocupação. Sob a alegação de
serem "doadas" aos moradores removidos pela Secretaria de Habitação
da margem do canal das Taxas, foram distribuídas aleatoriamente,
inclusive para pessoas que nem ao menos moravam na favela, sem
qualquer documentação e já estão sendo vendidas por cerca de 15 mil
reais.
7. Estou também movendo uma ação judicial
contra essas obras, já que após morar na Rua Leon Eliachar, numa
casa devidamente legalizada, por 15 anos, passei a viver numa rua
típica de favela, assim transformada pelo Sr. Sergio Magalhães e sua
equipe de arquitetos.
8. O Sr. Sergio Magalhães, como é seu
hábito, se recusou e se recusa até hoje a discutir com as
associações de bairro e com os moradores de classe média
prejudicados o projeto Favela Bairro Canal das Taxas, agindo de
forma autoritária e ditatorial. Por isso a Sra. Vera Lucia Gomes e
eu estamos movendo ações judiciais.
É fácil obrigar o cidadão a cumprir as
leis. Difícil é fazer as autoridades cumprí-las.
Tudo o que foi dito acima, inclusive
cópia da ação judicial da Sra. Vera Lucia Pinto Gomez está na
homepage criada por mim cujo endereço é:
http://www.geocities.com/Athens/Crete/6913
Favela-Bairro, a falência de uma política habitacional
Maria Lucia Massot
arquiteta e moradora do Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo, Globo Barra,
quinta-feira, 11 de novembro de 1999
Recreio
. Os moradores do Recreio dos
Bandeirantes deviam ser tratados com mais respeito. As ruas Alberto
Cavalcante e Ismael Silva são só dois exemplos do descaso das
autoridades com a região. Elas estão cheias de buracos e nos dias de
chuva a situação é ainda mais grave. Nós, moradores, já entramos em
contato com a Prefeitura, que prometeu asfaltar pelo menos as duas
vias, mas até hoje não resolveu o problema. Pagamos um Imposto muito
alto para tanto descaso.
MARCIO RODRIGUES
Recreio dos Bandeirantes
Construções
· A Prefeitura devia fiscalizar as
construções ilegais que são feitas pela cidade. Na Avenida Gilka
Machado, na altura do Parque Chico Mendes, em direção a Praia do
Recreio, está acontecendo uma ocupação ilegal e desordenada. O lugar
está sendo invadido e construções irregulares estão sendo feitas em
terrenos da Prefeitura. Os moradores do bairro já avisaram a
Prefeitura, mas parece que ninguém se importa. O problema permanece
há três anos.
MARINA SANTOS
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo, Globo Barra,
quinta-feira, 18 de novembro de 1999
Ruas do Recreio
. No GLOBO-Barra da semana passada, há
uma carta do leitor Marcio Rodrigues falando das ruas Ismael Silva e
Alberto Cavalcanti. Gostaria de acrescentar que a Rua Ismael Silva
é, realmente, uma buraqueira só, sendo que no trecho entre as ruas
Ari Rangel e Genaro Carvalho, recebeu uma casquinha de asfalto que
os imensos caminhões basculantes que a elegeram como rota
preferencial destruíram há muito. Já a Rua Alberto Cavalcanti sofre
por ter seu lado par constituído pelos fundos dos prédios comerciais
com frente para a Avenida das Américas. Este lado da rua está cheio
de detritos, não tem calçadas e vive cheio de caminhões. Uma firma
de material de construção, além de movimentar suas carretas
pesadíssimas por ela, apossou-se de um espaço na Ismael Silva entre
a Américas e a Alberto Cavalcanti e fez ali seu depósito. de areia e
terra. Existe também na rua uma unidade da Telemar que recentemente
passou a contar com uma frota de carros, cujos motoristas andam em
alta velocidade, não respeitando mão e contramão.
ALVARO TEIXEIRA DE MELO
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O globo, Carta de leitores,
sexta-feira, 17 de dezembro de 1999
Jornal do Brasil, A Opinião dos leitores,
sábado, 1 de janeiro de 2000
DISTORÇÕES DO IPTU
Faço parte de um grupo de pessoas excluídas de todos os direitos dos
cidadãos comuns. Somos honestos, pontuais e contribuintes do IPTU,
excluídos de todos os debates, de todas as preocupações,
discórdias e de qualque plano ou intenção da Prefeitura,
inexistimos.
Moramos na região A-17 no Recreio, onde se paga uma das maiores
cobranças
de Imposto de Transmissão do Rio de Janeiro, na Rua Claude Monet,
atrás da
Recreio Veículos, onde só se descobre onde fica, através de mapa,
pois não
existe sinalização com o nome da rua, nem asfaltamento ou iluminação
pública, não existem redes de água pluvial nem de esgotamento
sanitário, não existe meio fio nem tubulação de gás de rua ou
policiamento. Existem empresas irregulares em terrenos invadidos e
em área residencial, muitos buracos, vala negra a céu aberto onde
foram coletadas pela equipe de vetores da COMLURB, vibriões de febre
amarela, cólera, dengue e outras espécies de mosquitos, invasões em
todo o quarteirão, inclusive no meio da rua, rodoviária de ônibus
pirata, tentativas de estupro, desova de carros roubados, caminhões
de gás e ambulantes que trafegam em buzinação em todos os horários,
até aos domingos. Frente a discussão de alíquota única, pergunto ao
Prefeito Conde se seremos equiparados com a alíquota de quem mora em
frente à praia no Recreio, na Av. Lúcio Costa, se seremos promovidos
a condição de favelados para termos direito aos benefícios do
Projeto Favela Bairro ou se seremos indenizados dos valores de IPTU
já pagos durante a vida, pela "excrescência política discriminatória
" a que somos submetidos ?
CEZAR LIPER
(por e-mail, 15/12), Rio
Jornal O globo, Carta dos leitores,
sexta-feira, 17 de dezembro de 1999
A carta a seguir foi publicada
parcialmente. O texto publicado aparece em vermelho
A respeito da carta publicada no dia
12/12 sob o título de alíquota única, gostaria
de retificar a afirmação das missivistas Liliane Guise da Fonseca
Costa e Maria Elvira Motta Dias Lopes que "o prefeito está certo
quando quer corrigir o erro das alíquotas diferenciadas para os
diversos bairros da cidade".
O que esquecem de dizer é que o Prefeito Luiz
Paulo Conde e sua equipe querem colocar a mesma alíquota nivelando
todos os bairros pela alíquota de pico do Recreio dos Bandeirantes,
Barra, e outros locais, isto é, querem
aumentar nos outros bairros a alíquota
aumentando, portanto, sutilmente o imposto na cidade, e não
criar uma alíquota pela média cobrada na cidade. O resultado é que
todos os proprietários de imóveis legalizados passarão a pagar o
mais alto IPTU do mundo, sem qualquer infra-estrutura, já que para o
imposto ser cobrado basta ter dois melhoramentos: I - meio-fio ou
calçamento, com canalização de águas pluviais,II - abastecimento de
água, sistema de esgotos sanitários, III - rede de iluminação
pública com ou sem posteamento para distribuição domiciliar, IV -
posto de saúde ou escola primária a uma distância máxima de 3 km do
imóvel considerado (art. 249 par. 3 da Lei Orgânica do Município),
como acontece atualmente no Recreio dos Bandeirantes, Barra da
Tijuca e outras regiões.
A afirmativa da ilegalidade da alíquota única
é também questionada visto que "A base de cálculo do IPTU é o valor
venal ou seu valor locativo real..." (art. 249 - LOMRJ).
Nos países capitalista o IPTU é cobrado conforme o valor venal dos
imóveis, e portanto áreas mais valorizadas pagam imposto maior,
todas obviamente com total infra-estrutura. Só que nesses países de
Primeiro Mundo a Prefeitura se ocupa da urbanização e
infra-estrutura da cidade e não de politicagem...
MARIA LUCIA MASSOT
arquiteta e moradora do Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo, Carta dos leitores,
sexta-feira, 21 de janeiro de 2000
Parque
aterrado
. Simplesmente estão aterrando o Parque e
Chico Mendes, no Recreio dos Bandeirantes, fechando a saída de água
da nossa Lagoinha. Aterros e entulhos de obras vizinhas são
colocados diariamente na Rua Gilka Machado, roubando criminosamente
a área do parque. A quem queriam homenagear quando colocaram o nome
do parque de Chico Mendes? Ao ecologista ou aos que implantam a
desordem e se aproveitam da cegueira da Prefeitura?
LUIZ CLAUDIO DE ALMEIDA TEIXEIRA
(por e-mail), 18/01), Rio
Jornal O Globo, Cartas dos Leitores,
segunda-feira, 24 de janeiro de 2000
Chico Mendes
· Em relação à carta "Parque
aterrado (21/01), a Fundação RioZoo, que administra o Parque Chico
Mendes, gostaria de esclarecer o seguinte: o local mencionado na
carta publicada é uma área adjacente ao Parque Chico Mendes, não
estando, portanto, no perímetro demarcado que pertence ao parque.
Entretanto, a Secretaria de Meio Ambiente já tomou as medidas
administrativas cabíveis para punir o autor do dano ambiental, ou
seja, o responsável pelo aterro já foi identificado e punido. Não
houve perda de área para o parque, já que o local afetado não
faz parte do mesmo. A entrada e a saída de água da Lagoinha
acontecem pelo Canal das Tachas e este não foi fechado. Logo, não
houve prejuízo ao ecossistema da Lagoinha.
MARCIO MARTINS,
presidente da Fundação RioZoo
(por e-mail, 21/01), Rio
From: Sergio Lins
To:
Cartas dos Leitores - O Globo
Cc:
Globo Barra ;
Caderno
Rio - Jornal O Globo
Sent: Monday, January 24, 2000 11:31 PM
Subject: Parque Chico Mendes
Fico realmente surpreendido ao ver a
cara de pau dos nossos atuais administradores municipais, ao
escreverem várias mentiras em resposta a um jornal do padrão do O
Globo, o qual assino há mais de 15 anos, como fez o Sr Marcio
Martins, em relação ao Canal das Tachas. Basta que o jornal remeta
um repórter para ver um Canal praticamente morto pelo esgoto e
totalmente tomado em seu inexistente leito, no trecho entre as ruas
Mário Faustino e o Parque Chico Mendes (ou Lagoinha). Estamos
abandonados e eu fico triste por saber que os meus filhos não
conhecerão este espetáculo da natureza se nossas autoridades
mantiverem esta postura cínica que adotam...
Sergio Lins
Jornal O Globo, Globo
Barra, quinta-feira, 3 de fevereiro de 2000
IPTU
. O IPTU da minha rua, a intrafegável
Clóvis Salgado, continua aumentando a cada ano graças ao ex-prefeito
César Maia e ao atual, Luiz Paulo Conde, apesar de não ter sistema
de drenagem já de águas pluviais e de esgoto e ter uma ponte para
pedestres que está prestes a cair. Além disso, o Canal das Tachas
continua totalmente obstruído e recebendo o esgoto da região.
Sérgio Lins de
Castro
Recreio
Jornal O Globo, Globo
Barra, J.A.Gueiros, domingo, 6 de fevereiro de 2000
Descalabro
O Canal das Tachas, no
trecho entre as ruas Mario Faustino e Chico Mendes, está assoreado e
suas margens foram totalmente tomadas pelo mato. Nada, no entanto,
que uma boa dragagem não resolva.
Jornal O Globo, Cartas dos leitores,
domingo 6 de fevereiro de 2000
Poluição nas
lagoas
· Aproveitando a
mobilização em torno da poluição na Baía de Guanabara e das praias
do Rio de Janeiro, peço às autoridades que controlem o crescimento
desordenado de favelas às margens das lagoas da Barra da Tijuca e de
Jacarepaguá. Passo diariamente em frente ao Riocentro e ao Autódromo
e vejo o crescimento de favelas. Há um mau cheiro constante no local
devido ao esgoto dessas casas em valões a céu aberto. Se nada for
feito, em pouco tempo essas lagoas, que têm ligação com o mar,
estarão mortas e mais uma vez será tarde demais.
ADRIANA BOLLENTINI
(3/02), Rio
Nota: Essa carta foi enviada mas não foi
publicada.
Jornal do Brasil, Danuza, 28 de março de 2000
Baixaria
Rolou a maior brigalhada durante a reunião de Conde com a Associação
de Moradores do Recreio, no fim de semana.
O prefeito ficou tão irritado com o tom das cobranças de obras que
ameaçou varias vezes levantar-se e sair.
Quando um homem mais exaltado tomou a palavra, Conde perdeu a
paciência definitivamente e reagiu:
- Eu não vou ficar aqui debatendo com maluco.
De: "Maria Lucia Massot"
Para:
"Jornal do Brasil-Cartas dos Leitores"
Enviado em: Terça-feira, Março 28, 2000 10:48 PM
Assunto: Baixaria
A respeito da nota publicada na coluna da Danuza em 28/03, gostaria
de informar que eu estava presente e em nenhum momento ouvi o Sr.
Conde declarar que "Eu não vou ficar aqui debatendo com maluco."
Aliás não houve qualquer debate, como sempre. Após ouvir pérolas do
Arquiteto Prefeito "estou feliz porque finalmente pagamos a compra
da Prainha aos proprietários e agora podemos fazer qualquer coisa,
como um campo de golfe ou um hotel", um morador pediu a palavra e
como começou a questionar a administração Conde, teve o microfone
desligado, sendo obrigado a falar alto para ser ouvido por mais de
200 pessoas. E eu também, pois é de estarrecer que um
Prefeito, arquiteto, assim como seu Secretário façam um Favela
Bairro no Recreio dos Bandeirantes e transformem todas casas da
classe média próximas à Favela Canal das Taxas, num grande FAVELÃO.
O CONDÃO, ou quem sabe, o MAGALHÃO, obra totalmente ilegal,
cujo único intuito é arrecadar votos dos moradores da favela.
Sugiro que a Sra. Danuza compareça num dos seus domingos ao local,
aonde poderá almoçar numa birosca ilegal nas nossas portas,
consertar seu automóvel na oficina que funciona na rua, tomar banho
na piscina formada pelos inúmeros buracos numa rua antes asfaltada,
pendurar suas roupas nas cercas de arames farpados, e sobretudo
fazer uma campanha no seu jornal para equiparar seu IPTU ao nosso.
Isso se não for colocada num carro de polícia e encaminhada à 16a DP,
pelo Sr. Rodrigo Bethlem, subprefeito da Barra, por questionar tudo
isso, ou responder a inquérito aberto pelo diretor da 8a DLF da SMU,
na 16a DP, pelo fato de ousar questionar as inúmeras obras ilegais e
os loteamentos
clandestinos, que proliferam sem qualquer intervenção dos mesmos,
como aconteceu comigo.
Eu a convido a sair do seu CALÇADÃO e acessar a homepage: Favela
Bairro a Falência de uma política habitacional -
http://favelabiarro.orgfree.com - aonde poderá ver o
que é baixaria.
Baixaria mesmo é ser carioca e ter esses governantes.
Maria Lucia Massot
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo,
Barra, quinta-feira, 27 de abril de 2000
Impostos
. Sou morador das
imediações do Parque Chico Mendes, no Recreio, e, como a maioria dos
cidadãos, pago meus impostos em dia. Embora o IPTU seja altíssimo,
somos obrigados a conviver com a acelerada favelização do local. O
IPTU é cada vez mais caro e as ruas das imediações, que ainda não
foram invadidas, continuam em péssimo estado de conservação. Todos
os meses somos obrigados a pagar a taxa de esgoto, um serviço que
não é prestado.
Luiz Felipe
Carneiro
Recreio
Jornal O Globo,
Cartas dos Leitores, segunda-feira, 29 de maio de 2000
Invasões no
Recreio
· Vejo com muita apreensão a situação das
invasões no Recreio dos Bandeirantes, que ocorrem em centros
comerciais, avenidas, praças e áreas de preservação ambiental,
sem que nenhuma providência concreta seja tomada. O pior é que quem
pagará a conta pela omissão da Prefeitura são os contribuintes.
Sugiro que a Prefeitura faça um cadastramento das pessoas desta área
a fim de não aumentar as contas do contribuinte com o aumento das
invasões.
YOLANDA PIRES
(por e-mail,, 25/5), Rio
Jornal O Globo,
Barra, quinta-feira, 1º de junho de 2000
Invasão de
terreno no Recreio
· Moradores reclamam que
o terreno da Avenida Sernambetiba na altura do 16.200 tem sido alvo
de invasões e ocupações Irregulares. Eles dizem que já fizeram
reclamações à Subprefeitura da Barra, mas que não foram atendidos.
A Subprefeitura da
Barra informa que a fiscalização é feita
todos as terças e
quintas-feiras, e que os invasores de terrenos são retirados dos
locais. A assessoria de imprensa da sub- prefeitura encaminhou um
novo pedido de vistoria e informou que se as famílias ainda não
foram retiradas, é porque este caso pode ter sido um pouco mais
delicado.
Jornal Globo, Cartas dos Leitores,
segunda-feira, 29 de maio de 2000
Invasões no
Recreio
· Vejo com muita apreensão a situação das
invasões no Recreio dos Bandeirantes, que ocorrem em centros
comerciais, avenidas, praças e áreas de preservação ambiental
sem que nenhuma providência concreta seja tomada. O pior é que quem
pagará a conta pela omissão da Prefeitura são os contribuintes.
Sugiro que a Prefeitura faça um cadastramento das pessoas desta área
a fim de não aumentar as contas do contribuinte com o aumento das
invasões.
YOLANDA PIRES
(por e-mail, 25/5), Rio
Jornal O Globo, Cartas
dos Leitores, terça-feira, 1º de agosto de 2000
Invasão no
Recreio
· A respeito da
reportagem "Recreio dos Bandeirantes e dos invasores (30/7),
gostaria de informar que não só a Gleba Finch e as ruas citadas
estão invadidas. Um pouco mais adiante, o Morro do Rangel, com
inscrições pré-cabralinas e a Rua 8W, assim como o Canal das Taxas e
as ruas Frederico Quartarogli e Leon Eliachar estão sendo
favelizadas embora o IPTU, mesmo reduzido pela favelização, esteja
acima de mil Ufirs.
Toda a Gleba C, onde se
encontram as ruas citadas na reportagem, está se tomando um grande
favelão.
MARIA LUCIA
MASSOT
(por e-mail, 31/7), Rio
Jornal O Globo,
Cartas dos Leitores, terça-feira, 15 de agosto de 2000
Nova favela
O editorial "Bairro ameaçado" traduz
muito bem nossa preocupação com a última área nobre da cidade, o
Recreio dos Bandeirantes, onde o descaso da Prefeitura está
permitindo que surja mais uma enorme favela, inclusive no meio da
rua. Por que a Prefeitura incentiva a ocupação, através da
implantação do Favela-Bairro no local?. Estas construções
deveriam ser removidas. Não é justo que mais uma área nobre seja
invadida sem nenhuma fiscalização.
HELENA M. CORREIA
(por e-mail, 14/8),Rio
Jornal O globo, Cartas dos Leitores,
segunda-feira, 21 de agosto de 2000
Ocupação
irregular
. Concordo com a leitora
Helena M. Correia ao abordar nesta seção em 15/8 o editorial "Bairro
Ameaçado , que mostra o descaso da Prefeitura com relação à ocupação
irregular no Recreio dos Bandeirantes. Nós, moradores, pagamos IPTU
alto para vermos nossas ruas transformadas em favelas e termos
nossos imóveis desvalorizados. Em vez do Favela-Bairro, que
incentiva a ocupação, a Prefeitura tem que retirar esses imóveis
irregulares que crescem a cada dia, destroem a vegetação de mangue e
poluem ainda mais o Canal das Taxas.
MAURÍCIO MAIA GRECO MOREIRA (por
e-mail, 17/8) Rio
Jornal O
Globo, Cartas dos leitores, terça-feira, 22
de agosto de 2000
Além da
grilagem
. Com relação à
reportagem sobre grilagem no Recreio, ressalto que o problema
urbanístico da área não é somente a venda ilegal de terrenos.
Existe, também, um outro grande problema que, se não for resolvido
com uma certa urgência, em breve haverá um novo grande complexo de
favelas ao longo da Avenida das Américas. Pouco antes do Shopping do
Recreio, do lado direito, em direção a Vargem Grande, nota-se o
crescimento de uma favela, com barracos, biroscas, igrejas e até
oficinas mecânicas.
PATRÍCIA MEDEIROS LUCENA BARBOZA (por
e-mail, 21/8), Rio
Jornal O Globo, Cartas dos Leitores,
quarta-feira, 23 de agosto de 2000
Mudar a lei
. A propósito da
reportagem "O Recreio dos grileiros" , sugiro a Prefeitura que
reveja a legislação que permite loteamentos em Vargem Grande, Vargem
Pequena, Recreio, Camorim, Guerengué e Curicica. É impossível
cumprir uma legislação arcaica pela qual os terrenos só podem ter
50% de suas áreas aproveitadas, além da doação de 30% para ruas,
praças. Se a Prefeitura, em vez de punir, procurasse solução
modificando a legislação tenho certeza que tais irregularidades não
aconteceriam mais.
ANTONIO JOSÉ
DE ALVARENGA
(20/8), Rio
. A reportagem "O Recreio
dos grileiros" levantou uma questão que precisa ser analisada sem
arroubos e demagogias. O Recreio e bairros vizinhos precisam de leis
menos elitistas. Por que a Prefeitura pode construir um favelão na
Estrada dos Bandeirantes, com mais de 2.500 casas de pombos, sem
qualquer Infra-estrutura, o chamado Cesarão, e os mortais comuns não
podem construir, em lotes de 180 metros quadrados, casas lindas e
habitáveis?
CLÁUDIO
PIEKELAZZEN
(21/8), Rio
Jornal O Globo,
Coluna Gueiros, domingo, 27 de agosto de 2000
Democracia
A bela Avenida Gilka
Machado foi incluída nos limites da Favela Parque Chico Mendes e
fará parte do Favela-Bairro. Desse modo, os moradores dessa elegante
via serão, em breve, considerados favelados.
Lei da selva
Casas de luxo e até
prédios de dois andares são erguidos em terrenos da Prefeitura ao
longo do Canal do Cortado, em pleno leito do que deveria ser a Via
4. Os grileiros poderosos contam com juizes compreensivos que lhes
dão posse nessas áreas. O feudo pirata entre a Avenida Salvador
Allende e a variante da Rua Benvindo de Novais é intocável.
Jornal O Globo,
Cartas dos Leitores, sexta-feira, 1 de setembro de 2000
Favelas no
Recreio
· É com revolta que vejo
a completa impotência e incompetência do Governo municipal no
tratamento dispensado à expansão de favelas no Recreio dos
Bandeirantes, em áreas nobres, quase no meio da rua. Nem existe a
desculpa de que as favelas nascem nas encostas, em áreas remotas e
de fiscalização problemática. É incompetência mesmo na administração
e fiscalização dos planos de urbanização e de alinhamento elaborados
e aprovados pelo prefeito Luiz Paulo Conde. O que precisamos é de
uma ação enérgica das autoridades, pois, como todos sabermos, um
simples barraco se transforma numa favela num piscar de olhos.
DANIEL BERTOLOSSI BIATO
(por e-mail, 30/8.), Rio
Jornal O Globo, Cartas dos Leitores,
domingo, 10 de setembro de 2000
Barra da Tijuca
Trabalhei como arquiteto, durante dez
anos, no desenvolvimento do Plano Piloto da Barra da Tijuca com seu
autor, Lúcio Costa, e sou testemunha da sua luta pelo gabarito de
cinco pavimentos na avenida que, ironicamente, hoje tem seu nome
(antiga Sernambetiba), a fim de garantir a vista para o mar dos
prédios mais altos, propositadamente afastados da orla. Com relação
aos clubes (futuras plantações de apart-hotéis), também determinou
que seu uso não fosse alterado, por julgar fundamental para o bairro
aqueles vazios destinados a esporte e lazer. Memória curta aliada a
grandes interesses fizeram da Barra uma bolsa de negócios. É uma
lástima.
HUGO CHRISTIANO HAMANN
(7/9), Rio
Jornal O Globo,
Cartas dos leitores, sexta-feira, 22 de setembro de 2000
Expansão da
favela
. Várias árvores do
Maciço da Tijuca último pulmão verde que resta à cidade, são
queimadas diariamente, surgindo em seu lugar casas, numa expansão
desordenada da favela do Morro da Formiga. Entre esta e o Salgueiro
já surge outra e, entre Formiga e Borel, várias outras. As
autoridades responsáveis pelo meio ambiente e a Prefeitura não
enxergam.
MARCIA PEIXOTO SÁ
(18/9), Rio
. Leio com bastante
apreensão que o Centro Esportivo da Rocinha sairá do papel e que a
RioUrbe já anunciará na próxima semana o nome da empresa encarregada
de executar a obra. Alerto para o perigo de se construir o complexo
esportivo sobre terreno da auto-estrada Lagoa-Barra, o que
proporcionaria de imediato uma expansão natural da favela para
terrenos às margens da Avenida Niemeyer, destruindo a mata. Por que
não aproveitar terrenos já existentes na comunidade e que não
trariam esse risco para o meio ambiente?
MARCO ANTONIO DE ANDRADE RAMOS
(por e-mail, 18/9), Rio
Jornal O Globo,
Barra, quinta-feira, 3 de maio de 2001
Tolerância
zero
· Interessante é o
secretário Eduardo Paes dizer que, de agora em diante, terá
tolerância zero para a degradação ambiental. Passeando pelas ruas do
bairro, o que observo? Uma enorme favela em expansão, margeando o
canal das Taxas. Casas de dois andares misturadas a outras menores,
tudo isso em área a menos de cem metros da praia. Por que não
transferem essa favela, que parece ter tudo para ser uma nova Rio
das Pedras, para outro lugar?
Helena M. Correia
Recreio
Jornal O Globo, Cartas
dos Leitores, sexta-feira, 19 de dezembro de 2003 |
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Casa demolida
Não tenho palavras para demonstrar a minha revolta.
Enquanto a prefeitura faz o Favela-Bairro, consentindo na
ocupação irregular do espaço urbano e dando meios para que
ela se desenvolva, a Justiça autoriza a demolição de uma
casa construída irregularmente na encosta do Joá. Uma
pergunta não se cala: quando vão demolir a favela que
nasceu de um borracheiro e está crescendo na Avenida das
Américas, conforme mostrou recente reportagem do GLOBO?
LUIZ FELIPE KRUSCHEWSKY RESENDE
(por e-mail, 18/12), Rio
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Jornal do Brasil, Barra, Cartas do
leitor, sexta-feira, 23/04/04
Erradicação de favela
O presidente da Associação de Moradores do Recreio (Amor) deve
exigir a
erradicação da favela Terreirão e de comunidades do gênero na
vizinhança. Embreve, elas irão trazer para o bairro os mesmos problemas que hoje
afligem
vizinhos da Rocinha e do Vidigal.
Muita gente tira proveito da favelização em locais considerados
nobres, e
deve haver uma mobilização dos moradores no sentido de cobrar das
autoridades uma solução para esse tipo de problema.
Carlos José Barbosa
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo, cartas dos
leitores, Quinta-feira, 28 de janeiro de 1999
Favela
. Desde o inicio da
administração Cesar Maia, venho solicitando às autoridades
municipais a remoção de favelados que invadiram o leito de uma
importante via pública, a Avenida Isabel Domingues (Via 7), em
Jacarepaguá, impedindo o acesso aos terrenos ali localizados,
assunto objeto de reportagens do GLOBO, em 9/06/89, 9/05/91 e
8/11/94. Removida parte da favela, restam ainda inúmeros barracos a
serem retirados do canteiro central da avenida. A pista antes
ocupada continua intransitável, impedindo a circulação de veículos e
a entrada nas propriedades, apesar dos insistentes apelos à
Subprefeitura da Barra e Jacarepaguá e à secretária de Obras, Angela
Fonti, desde dezembro de 1997, e do respaldo de sentença judicial
que determinou que o município retirasse a favela e permitisse o
acesso ao local.
FIDELIS VARGAS SCOVINO (por e-mail,
26/01), Rio
Jornal O Globo, Cartas dos leitores,
domingo, 20 de junho de 1999
Projeto para favelas
. Qual é o projeto da
Prefeitura para o problema da favelização crescente da Estrada
Menezes Cortes? Uma estrada de grande extensão, cortada ao longo da
encosta, por onde trafegam milhares de automóveis, ônibus, caminhões
de carga, com riscos crescentes a cada dia, não mereceria um estudo
mais aprofundado no que se refere à permanência das comunidades
nessas encostas? O custo de um programa de saneamento e a crescente
favelização ao longo da estrada não apontariam para a erradicação
das favelas com reassentamento em outra área? A Prefeitura não
poderia fazer um trabalho com as universidades - como fez para
reordenamento das linhas de ônibus para levantar todas as variáveis
para o problema, que vão bem mais longe do que um simples programa
favela-bairro, e que se aplicaria a todo o município?
JOSÉ AUGUSTO VARELLA BARCA
(por e-mail, 16/06), Rio
Jornal O Globo,
Jornal da Barra,quinta-feira, 23 de dezembro de 1999
Invasões
. Gostaria de pedir às
autoridades que tomem providências contra as constantes invasões de
áreas de preservação ambiental em Jacarepaguá. Quando serão adotadas
medidas de reflorestamento sério e com resultados? E contra a
especulação imobiliária e invasões? Até quando o dinheiro dos
cidadãos que pagam impostos será destinado a favelas que causam o
assoreamento de lagoas e mangues, devastam florestas e desvalorizam
bairros, sem pagar impostos?
Cíntia de Azevedo
Freguesia
Jornal O Globo, Cartas
dos Leitores, segunda-feira, 5 de junho de 2000
Favela-Pode
. Gostaria de saber do
prefeito e dos vereadores se já existe alguma definição para o
projeto de Lei de Uso e Ocupação do Solo enviado pelo prefeito à
Câmara em 1997, o qual prevê a construção de condomínio em terrenos
acima da cota 100 que não estejam em áreas de risco, mananciais e
preservação ambiental. Sou proprietário de um terreno de 10.000 m2,
com RGI e IPTU O.K. (cota 100 e unifamiliar, Freguesia,
Jacarepaguá), urbanizado, que não está em área de encostas, risco ou
preservação ambiental. Tento há mais de dez anos criar um condomínio
multifamiliar com no máximo dez ou 12 terrenos de 600 metros
quadrados cada. Enquanto isso, com o incentivo do Favela Bairro, as
favelas estão aumentando e novas estão surgindo.
CARLOS C. DOS
ANJOS
(30/5), Rio
Jornal O Globo, Cartas dos Leitores,
segunda-feira, 19 de junho de 2000
Mais favelas
. Como morador da Freguesia, gostaria de
expressar meus protestos em relação à passividade das autoridades
quanto à proliferação acelerada de favelas. A de Rio das Pedras
cresce de forma assustadora. No fim da Rua Guanumbi segue acelerada
a ocupação de encostas. Em frente ao Hospital Cardoso Fontes uma
nova favela se estabeleceu no canteiro central. Agora começa a
ocupação das encostas com o desmatamento de reserva ambiental na
pista sentido Jacarepaguá-Grajaú.
SÉRGIO MOURA
(por e-mail, 6/6), Rio
Jornal do Brasil, Cartas, domingo, 9 de
junho de 2002
Habitação
''Quero externar
minha indignação quanto ao Projeto Célula Urbana, no Jacarezinho. No
fim de 2001 a Secretaria Municipal de Habitação informou que os
moradores das casas a serem demolidas ganhariam novas residências,
de igual ou maior valor. Sou cadastrada no projeto, sob nº 974, e
simplesmente fui informada pela prefeitura de que não há mais verba.
Será que o poder público não deve respeito aos administrados?''
Elisangela de
Paula
Rio de Janeiro.
Jornal O Globo, 07 de novembro de
2004
Rio sem favelas
Concordo com o leitor Dario Santos com relação à retirada das
favelas do Rio
de Janeiro. Em lugares civilizados elas não existem. No alto dos
morros
existem, sim, casas de luxo. O prefeito, a governadora e o
presidente da
República têm que olhar mais pelo Rio de Janeiro, que é porta de
entrada do
país. Se os governantes se unirem não é impossível acabar com a
violência
imposta pelos marginais.
Cartas dos leitores
VERALUSI PITANGA MONTEIRO WEBER
(por e-mail, 2/11), Rio
É uma vergonha a atual política da prefeitura. Favelas crescem e
não é feito
nada para mudar. Verifiquem na Auto Estrada Grajaú-Jacarepaguá. A
favela
cresce a cada dia, em área que está demarcada como área de risco.
Imaginem
se não fosse!
TADEU AUGUSTO ARAÚJO DE CARVALHO
(via Globo Online, 3/11), Rio
Jornal O Globo, Cartas dos
Leitores, 2 de julho de 2006
Calvário no Recreio
Não basta pagar um IPTU alto;
no Recreio temos direito a ruas esburacadas e enlameadas. Onde
andam as tão propaladas melhorias decorrentes do Pan? E os
recursos decorrentes de nossos tributos? Nos piscinões e outros
projetos populistas, certamente. O Terreirão se expande e
destrói o Parque Chico Mendes, que vai apodrecendo no esgoto, e
ninguém vê! A favela é intocável. E como foi asfaltada a Gilka
Machado, vai crescer mais ainda. Assaltos a prédios, trecho
Recreio-Grota Funda da Av. das Américas não duplicado, sem
calçamento e temos nosso calvário diário. Até quando?
RICARDO HENRIQUE
(via Globo Online, 28/6), Rio
Jornal O Globo, Fala
Barra, quinta-feira, 22 de junho de 2006
Crescimento de favelas

Gostaria de alertar para o
crescimento da favela chamada Terreirão, atrás da Barra Bonita, no
Recreio dos Bandeirantes. Sem que ninguém faça nada a respeito, a
ocupação irregular da área cresce a cada dia mais. É preciso que
as autoridades tomem alguma providência, principalmente porque
começa a acontecer o desmatamento de áreas que deveriam ser
preservadas. A população carente não pode continuar a se instalar
em moradias precárias, nem o meio ambiente pode seguir sendo
desrespeitado.
Daniel Silva
Recreio dos Bandeirantes
Jornal O Globo, cartas dos leitores, segunda-feira, 16 de outubro de 2006
Favelas a rodo
. Por que o blogueiro Cesar Maia não presta mais atenção na favelização da Grajaú-Jacarepaguá? Por que não um choque de ordem, como mandou fazer no Jardim de Alah? Já não há, em trechos da estrada,
o acostamento. Barracos surgem a cada dia. O lado de quem sobe para Jacarepaguá já perdeu meia pista, pois moradores abrem comércio e crianças brincam no meio da pista, além de carros estacionados. Cesar Maia
deveria cuidar mais da cidade e deixar de fazer política pela internet.
MARISA CRUZ (por e-mail, 7/10), Rio
Jornal O Globo Barra, 28 de
julho de 2007
Favelização
As "Comunidades" em Vargem Grande
não param de crescer, principalmente as Comunidades do Pombo e da
Beira Rio, e o mais agravante que em áreas de Proteção Ambiental,
principalmente as margens do Rio Vargem Grande e do Canal de
Sernambetiba.
Aonde estão os Eco-limites?
Luiz Carlos Santos
Barra
Jornal O Globo, Barra, 21/02/08
INVASÃO NO RECREIO
Em relação à reportagem que falou sobre construções irregulares na
edição
passada, gostaria de acrescentar que na Rua Doutor Crespo, na altura
do km
17.5 da Av. das Américas, existe uma invasão com construções que já
estão
com quase 4 andares. Acho que pode ocorrer um desabamento.
Infelizmente, não
posso revelar meu nome, pois moro perto do local.
R.M. - Recreio
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Última revisão: fev 1, 2007. |